O que você quer ser quando crescer?

O que você quer ser quando crescer?
 
No convívio social, a criança e o adolescente são questionados sobre o querem ser quando crescer. Esta é uma das perguntas mais frequentes por parte dos pais, parentes, amigos, redações escolares, e mesmo do pediatra. Muitas vezes essas crianças e adolescentes sentem muitas dificuldades em responder. Qual é o fator que definem esses interesses? A herança familiar? Um ídolo da televisão, do futebol, um membro da família ou do YouTube? Um post divulgado nas mídias sociais? Uma notícia?
 
Muitas vezes nossos pais colocam várias opções de atividades que podem despertar algum tipo de interesse e podem ou não ter algum tipo de sucesso no futuro, como escolinhas de esporte, aprendemos natação, dança, teatro, temos aulas de diferentes instrumentos musicais, aulas de religião ou reforços de ensino. Alguns pais levam seus filhos a jogos esportivos, concertos, festivais, shows de música ou de personagens. Será que isto determina a nossa escolha profissional ou o que queremos fazer como passatempo, hobby ou modo de vida? Se eu começar a brincar com minhas telas eletrônicas precocemente serei um futuro gênio de informática ou um milionário em uma nova startup?
 
Quase nunca ocorre assim, mas a herança familiar pode gerar normas de direcionamento futuro. Assim, se Mozart não tivesse nascido em uma família de músicos, teria começado a compor aos 4 anos de idade? Com aptidão ou não, se não temos chances, dificilmente somos levados a algo diferente.
 
Nossos pais, na medida do possível, tentam nos dar chances. A insistência pode levar a persistência mesmo na dificuldade de seguir. Mas como também podemos separar da insistência forçada quando a criança claramente odeia a atividade? Às vezes os pais transferem suas expectativas ou frustrações nos filhos. É necessário respeitar a individualidade dos filhos, para que não se torne um profissional frustrado ou inseguro.
 
Será que notas altas garantem o sucesso? Será que o esforço determina o futuro? Nem sempre… Muitas crianças e adolescentes frequentam inúmeras aulas de diferentes instrumentos musicais. Mas eles nunca poderiam entender que apesar do esforço, da habilidade motora, isso não determina aptidão, tornando-se apenas um apaixonado ouvinte de músicas de todos os tipos, mas não desenvolve a habilidade de cantar ou tocar qualquer instrumento.
 
Por isso, é muito importante que os país não pressionem a escolha profissional de seus filhos... “Não deixem de seguir seus sonhos”.
 
Cristina Nahum Psicóloga
 
Silvia Adolfo Assistente Social