O sentimento de vingança

Reflexão semanal - O sentimento de vingança

O sentimento de vingança ocorre quando vivenciamos situações difíceis e não conseguimos absorver positivamente, acabando por guardar sentimentos de forma negativa, levando a ter sensações de cansaço, irritação e ansiedade, que causam feridas em nosso ser.

Se continuarmos a gerar e guardar esse sentimento, podemos ser levados a situações que podem nos machucam ainda mais, esse sentimento de raiva começa a tomar conta de nós e corremos o risco de viver cada vez mais a partir dele. Em muitos momentos, as pessoas apenas “encostam” nos nossos machucados, e erroneamente achamos que elas são as responsáveis pela nossa dor.

A vingança ocorre quando você não consegue entender o que está se passando no seu íntimo, deixando que suas dores, invejas, raivas e medos, causem dor no outro. Nesse momento é que a vingança se evidencia, a necessidade de dar vazão ao seu sentimento, e erroneamente vem a sensação de missão cumprida, de alivio, contudo, a vingança costuma ser destrutiva para ambos os lados. Além disso, a vingança não cura os machucados sutis e na maioria das vezes só os agrava. Quem fica cego pela vingança, vive a partir da valorização das suas feridas, retroalimenta a sua dor, ou seja, alimenta de volta essa sensação dolorida (mesmo que a princípio o sentimento seja de alívio).

Na verdade, essa ferida gera um instinto de proteção que se distorce. O medo é tanto que ele mesmo cria situações negativas, dando lugar às famosas autossabotagens.

Essas feridas criam situações de prazer, valorizando medos, crenças e pensamentos negativos e alimentando vivências negativas. Contudo sabemos que a vingança não leva a nada, podendo causar danos físicos e emocionais. Ressaltamos, que existem outros meios de canalizar a dor e a raiva, sem ter que revidar no outro esse sentimento rancoroso, devemos transformar esse sentimento em algo construtivo, contribuindo para a evolução do caráter.

Cristina Nahum - Psicóloga
Silvia Adolfo - Assistente Social